Taís Araújo: Vítima de Racismo na Web

 Em sua página do Facebook na Web, a atriz Taís Araújo foi vítima de racismo, através de comentários, desde a noite de sábado, 31 de outubro. Já no domingo, 1º de novembro, a hashtag #SomosTodosTaísAraújo, em apoio a artista, transformou-se em trending topic no Twitter.

 Taís falou que procurará a Polícia Federal e escreveu o seu desabafo a respeito do assunto na rede social:
 "É muito chato, em 2015, ainda ter que falar sobre isso, mas não podemos nos calar. Na última noite, recebo uma série de ataques racistas na minha página. Absolutamente tudo está registrado e será enviado à Polícia Federal. Eu não vou apagar nenhum desses comentários. Faço questão que todos sintam o mesmo que eu senti: a vergonha de ainda ter gente covarde e pequena neste país, além do sentimento de pena dessa gente tão pobre de espírito. Não vou me intimidar, tampouco abaixar a cabeça.
 Sigo o que sei fazer de melhor: trabalhar. Se a minha imagem ou a imagem da minha família te incomoda, o problema é exclusivamente seu! Por ironia do destino ou não, isso ocorreu no momento em que eu estava no palco do teatro Faap com o "Topo da Montanha", um texto sobre ninguém menos que Martin Luther King e que fala justamente sobre afeto, tolerância e igualdade. Aproveito pra convidar você, pequeno covarde, a ver e ouvir o que temos a dizer. Acho que você está precisando ouvir algumas coisinhas sobre amor.
 Agradeço aos milhares que vieram dar apoio, denunciaram comigo esses perfis e mostraram ao mundo que qualquer forma de preconceito é cafona e criminosa. E quero que esse episódio sirva de exemplo: sempre que você encontrar qualquer forma de discriminação, denuncie. Não se cale, mostre que você não tem vergonha de ser o que é e continue incomodando os covardes. Só assim vamos construir um Brasil mais civilizado. A minha única resposta pra isso é o amor!"


Atualizado em 02.11.2015

 A atriz Taís Araújo prestará depoimento sobre as ofensas racistas postadas em sua página no Facebook, na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática - DRCI, que abriu inquérito para apurar o crime de racismo, segundo informação da Polícia Civil do Rio de Janeiro, através da determinação do diretor do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE), Ronaldo Oliveira.

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